Como marcar reuniões com CEOs que vos interessam, mesmo que não vos conheçam de lado nenhum
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Se estás a ler isto, é provável que queiras fechar melhores e maiores clientes, mas qual a melhor forma de o fazer se eles nunca te viram na vida?
A resposta é: email. Este pessoal vive na sua caixa de entrada (e, se estás a ler isto, é provável que não sejam os únicos).
A matemática é simples:
envias email a 500 pessoas
4% responde-te
falaste com 20
10 reuniões
3-4 clientes fechados
Mete mais volume nisto e mais reuniões tens.
"Mas, oh Rita, é impossível falar com esta gente toda", já te oiço a dizer.
Não com o sistema certo.
Aqui está o passo-a-passo para chegares a centenas de caixas de entrada de CEOs que te interessam, mesmo que nunca tenham falado na vida.
1. A infraestrutura (a parte chata, mas obrigatória)
Antes de te armares em Rambo do email, há que preparar o terreno.
Se começares a disparar emails à toa, arriscas-te a ir parar ao spam. São faturas, propostas e emails com clientes que nunca vão ser recebidas. Ups.
Como escapar a isto?
Compra domínios secundários: algo como equipaempresa.com
Aqueçam os motores: não envies 50 emails no primeiro dia. Usa ferramentas de "warm-up" para mostrar ao Google que são um negócio legítimo e não spammers profissionais
Mantém a assinatura digital intacta: Configura o DKIM, SPF e DMARC manualmente ou comprem as caixas de entrada já configuradas em ferramentas próprias.
Se isto já está a parecer demasiado complicado, podes falar comigo.
2. A lista e o "stalking" (completamente legal)
Agora a parte divertida: o stalking puro e duro.
Não envies emails a "CEOs em Portugal" à toa. Isso é pedir para ser ignorado.
Escolhe CEOs de empresas que precisam do teu serviço ou produto.
Usa o LinkedIn, Google e Apify para encontrar empresas que têm um problema que resolvem.
Estão a contratar?
Os clientes criticam alguma coisa que podem resolver?
Estão à procura de parceiros e podem ajudar?
Se achas que podes ajudar aquele negócio a fazer mais dinheiro, envia o email.
3. O email (entrega o ouro ao bandido)
Se há uma coisa que aprendi é esta: esquece os templates de "Nós somos líderes de mercado". Até podes ser (desculpa se sim), mas quem nunca te viu na vida não quer saber.
Então, se não podem dizer que são o maior da aldeia, fazes como?
Mostras exatamente como podes ajudar a resolver um problema específico e o que fazes de diferente:
dá sugestões e ideias
mostra como o vosso serviço ou produto os vais beneficiar
foca cada email num problema específico e como o resolvem
Tudo de uma forma muito descontraída, sem chatear ou parecer um vendedor chato.
Ao fazeres isto, ganhas confiança sem andar a mostrar músculos.
4. Follow-up: a arte de dizer “olá!” sem chatear
É muito provável que o primeiro email não dê em nada. Não és uma prioridade. Há que fazer follow-up:
Envia mais 2 ou 3 emails (mais que isso começa a ser chato)
Mete o sistema a pedir conexão com quem está a ler os emails
Envia uma mensagem personalizada no LinkedIn em quem parece ter mais interesse
Se, mesmo assim não houver resposta, uns dias depois passa para a chamada, mas apenas para aquelas pessoas que estão a demonstrar interesse (aberturas, cliques, conexão)
Se ao fim de vários contactos não houver resposta, envia o email de "até logo, não és tu, sou eu" e segue em frente
A melhor parte é que para além da mensagem personalizada e da chamada, o resto, o sistema faz por ti. E até te avisa quando tens de ligar! De resto, é um descanso.
5. Um sistema que funciona
Se chegaste até aqui, o assunto interessou (ou foi engano e ficaste à procura da saída; também me acontece)
Agora tens 3 opções:
Ignorar completamente e continuar a enviar emails manualmente sem falar diretamente com CEOs (mais provável)
Pegar neste guia e montar isto sem ajuda
Ou falamos para eu montar isto por ti, sem perderes tempo com testes.
Se fizer sentido, clica no botão e agenda uma conversa.
Se não, olha, peço desculpa e continuação de um bom dia.
Vamos falar e ver se isto faz sentido ou não?

